Em um de seus diálogos, na confusão alguém passa rapidamente e acaba derrubando o espelho da menina... deixaram em cacos...
Um dos cacos, não sabe-se como, cortou o pulso da menina... e jorrou aquele sangue... bendito sangue que tanto a fazia chorar, estava esgotando e junto com ele a menina definhava. Lembrou de todas as suas dores, do quanto lutou para se libertar daquela família que tanto a fizera chorar, que tanto a fizera sofrer. Sabia que com ou sem aquele sangue morria cada dia um pouco. Sangue aguado, seu maior veneno corria em suas veias, se não morresse daquele ferimento feito pelo caco do espelho decerto morreria envenenada pelo sangue que corria em suas veias, sangue triste, sangue da discórdia...
Pegou o caco que a ferira, analisou-o e percebeu o quanto era significante aquele pedaço em sua história... Aquele caco trouxera à tona tantos valores, fizera mergulhar no lago mais profundo de seu ser e resgatar as mais profundas dores... e o espelho, como sempre, sofrendo com os diálogos infindáveis e por muitas vezes findando em cacos... até quando?